Pra hoje... (e sempre que possível ! )




Existe sempre uma pequena coisa que podemos fazer.


E que se fizessemos tornaria a nossa vida, nossa lida, mais alegre.


Mais fácil, mais divertida ou feliz .


Está valendo: uma flor, um banho mais demorado,

uma caminhada, uma conversa,

uma boa palavra que ainda não foi dita.


Um sorvete, um penteado novo, um batom.


Um presentinho de você para você mesma.


Qualquer pequena coisa que torne o dia mais especial.


Pode ser um cafezinho bem curtido

ou aquele descanso merecido...


A gente merece!


Vamos nessa?


A Dançarina




"Um dia, veio à corte do Príncipe de Birkasha, uma dançarina e seus músicos. ...e ela foi aceita na corte...e ela dançou a música da flauta, da cítara e do alaúde.

Ela dançou a dança das chamas e do fogo, a dança das espadas e das lanças; e ela dançou a dança das flores ao vento.

Ao terminar, virou-se para o príncipe e fez uma reverência. Ele então, pediu-lhe que viesse mais perto e perguntou-lhe: 'Linda mulher, filha da graça e do encantamento, de onde vem tua arte e como é que comandas todos os elementos em seus ritmos e versos?'

A dançarina aproximou-se, e curvando-se diante do príncipe disse: 'Majestade, respostas eu não tenho às vossas perguntas. Somente isso eu sei: a alma do filósofo vive em sua cabeça, a alma do poeta vive em seu coração, a alma do cantor vive em sua garganta, mas a alma da dançarina habita em todo o seu corpo.'"

Extraído do livro "O Viajante" de Khalil Gibran

Palpite 

Tô com saudades de você, debaixo do meu cobertor
De te arrancar suspiros, fazer amor
Tô com saudades de você, na varanda em noite quente
E o arrepio frio que dá na gente
Truque do desejo
Guardo na boca, o gosto do beijo.
Eu sinto a falta de você, me sinto só

E aí?
Será que você volta?
Tudo à minha volta é triste
E aí?
O amor pode acontecer de novo pra você
Palpite

Tô com saudades de você, do nosso banho de chuva
Do calor na minha pele, da língua tua
Tô com saudades de você, censurando o meu vestido
As juras de amor ao pé do ouvido
Truque do desejo
Guardo na boca, o gosto do beijo
Eu sinto a falta de você, me sinto só,

E aí?
Será que você volta?
Tudo à minha volta é triste
E aí?
O amor pode acontecer, de novo pra você
Palpite 



"Humor oscilante
Uma hora rindo por nada
de repente, olhos cheios d'água
Coração apertado
Respiração ofegante.
Então escrevo...
uma caneta que escorrega sobre uma folha
desenhando estes versos.
Pensamentos que surgem
Que mudam
Que distraem.
Escrevo coisas que simplesmente saem,
escrevo pra desabafar,
escrevo quando quero rir,
escrevo ao invés de chorar,
e escrevo para poder pensar.
E continuo, oscilando como sempre." 

A coragem de sermos fiéis ao nosso coração


por Teresa Cristina Pascotto - crispascotto@hotmail.com
















Para sermos aceitos criamos acordos inconscientes com as pessoas, a partir de onde elas nos impõem suas condições, onde temos que ser e fazer aquilo que é bom para elas. Quando agradamos a pessoa, oferecendo-lhe o melhor que há em nós, ela fica feliz conosco e emana uma agradável energia em nossa direção. Acreditamos que esse é o sinal de que ela nos aceitou. Podemos oferecer nosso melhor de formas variadas: dizendo-lhe sempre "sim", mesmo que nosso coração esteja querendo dizer "não"; presenteando-a com algo material ou com nossa energia mais preciosa; estando prontos para ouvi-la e acolhê-la; ou dando a ela nossa melhor condição de energia-consciência, contendo a vibração de todas as nossas "capacidades e potenciais criativos" para que ela utilize para conquistar seus ideais; enfim, fazemos o que for preciso para que nos aceite.

Muitas vezes, isto se torna um pouco mais "perigoso", pois existem pessoas que são mais exigentes. Este tipo de pessoa quer sempre que estejamos à sua disposição - expectadores, assistindo a uma "estrela brilhando no palco". Na verdade, esta pessoa é muito insegura. Se temos questões mais intensas relacionadas ao sentimento de rejeição, seremos "vítimas" perfeitas nas mãos desses seres. Assim, sempre que estamos diante dessa tal pessoa, damos a ela toda a nossa atenção e energia, podemos chegar ao ponto de nos colocarmos à sua disposição, como que a servi-la; tudo na tentativa de agradar a esse ser tão "especial". Para nós, estar perto dessa pessoa, que está nos aceitando, é um grande privilégio. Enfim, endeusamos a pessoa, que adora ser endeusada.
Somos usados por essa pessoa, que não tem o mínimo interesse por nós, não se importa se estamos bem ou não, não se importa se está nos ferindo; somos colocados numa condição de "mendigo esperando por uma esmola", a esmola de um falso afeto.

Como temos muito medo de sermos rejeitados, nos anestesiamos para não sentirmos o peso esmagador dessa condição, nos iludimos e acreditamos que estar junto dessa pessoa é o melhor que pode nos acontecer. Mas como a vida é sábia e se estamos buscando formas de desenvolvermos o amor próprio, é chegado um momento em que começamos a sentir a dor... neste ponto, já não conseguimos mais nos enganar. A cada encontro com a pessoa começamos a perceber que nos sentimos mais desconfortáveis, fragilizados e sugados do que nutridos e acolhidos. Mesmo assim, por um bom tempo ainda continuamos a entrar no velho jogo. Mas a dor se intensifica, o que é bom, pois ela sempre existiu, mas como não queríamos senti-la - porque teríamos que mudar a situação cômoda -, nos anestesiávamos e sentir dor é um indicador de que já começamos a dar o primeiro passo no sentido da cura desta condição, quando nos contentamos com migalhas.

Nesta tomada de consciência, a raiva se manifesta que, em dose adequada, é muito bem vinda, pois se torna um combustível para reagirmos e dizermos não à condição que tanto nos machuca. Com a raiva, nos afastamos da pessoa, não queremos estar perto dela e, instintivamente, nos fechamos. A pessoa estranha muito nossa atitude, pois sempre nos encontrou inteiramente abertos e 100% disponíveis a ela, o que a deixa perceptivelmente confusa, pois não consegue se localizar dentro da nova condição. Como ela sabe que o que mais nos machuca é a dor da rejeição, e como ela quer nos trazer de volta, seu primeiro movimento para isso é se afastar de nós, dando indícios de que está nos rejeitando. Sentimos esse impacto, porque isso nos machuca mesmo, mas também por conta da intenção que ela teve em nos rejeitar para nos machucar, para que tenhamos medo e voltemos a nos disponibilizarmos para ela. Num primeiro momento, por estarmos na raiva, não nos deixamos envolver e nos mantemos firmes, o que faz com que a pessoa sinta que sua tentativa de nos fisgar não deu certo. Ela se fecha ainda mais, nos evita, se esquiva, para ver se nos afeta a ponto de nos puxar de volta às suas garras. Nesse forte "puxão" e rejeição, poderemos enfraquecer um pouco, pela dor da rejeição, e poderemos nos abrir um pouco novamente, o que será natural. Com nossa aceitação de tudo o que vier a nos acontecer durante esse processo de cura, logo resgataremos a força e determinação em continuarmos a dizer não às necessidades egoístas impostas pela pessoa.

Se essa condição for algo antigo, será um pouco mais difícil de curar e teremos que ter paciência e boa vontade. Quanto mais nos recolhermos, evitando a pessoa, mais ela irá tentar nos puxar; ela não desistirá tão fácil, pois se acostumou a ter o nosso melhor, nossa energia; enfim, ela não se conformará com a ausência de nossa atenção sempre à sua disposição. Ela ainda terá poder sobre nós, mesmo que distante, sua influência nos afetará. Ainda será assim por um tempo, e teremos que nos manter firmes e fiéis à nossa escolha em dizer não, e a essa condição, mesmo que isso nos faça viver um momento de maior solidão.

Mesmo que ainda não estejamos nos sentindo muito bem com relação a esse processo, precisamos acreditar que tudo se harmonizará, pois quanto mais aceitarmos, mais nos libertaremos. Chegará um momento em que não importará mais se essa pessoa nos aceita ou não, se gosta de nós ou não. Estaremos com o coração tranqüilo e se a pessoa conseguir superar essa necessidade de sempre estar no pedestal diante de nós, talvez possamos construir uma relação ou amizade verdadeira, em igualdade, onde não haverá um servidor e um senhor poderoso.

Esta será uma grande oportunidade de curarmos nosso medo da rejeição, que nos coloca em situações muito tristes. Ao termos a coragem de dizer "não" ao outro, sendo fiéis ao nosso coração, sem nos importarmos com o que o outro irá pensar, sentir ou fazer contra nós, resgataremos o auto-respeito, o amor próprio e seremos mais felizes. Poderemos então desenvolver novas amizades, construídas a partir de nossa inteireza, de nossa soberania divina, onde não teremos mais uma necessidade e sim um desejo de termos pessoas junto de nós. 
Se estivermos acompanhados, será muito bom, mas se estivermos sozinhos, estaremos muito bem, sem dor e sem medo da solidão. 
Somente a partir deste momento é que nos tornamos inteiros nas relações.


Saber amar


O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. 
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. 
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. 
Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. 
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. 
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso. 
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. 
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.. 
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. 
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. 
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. 
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; 
quem não levanta a voz, mas fala; 
quem não concorda, mas escuta.
 Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo! 


(Mario Quintana)
presa.jpg (500×499)


Hoje é um bom dia pra se cometer suicidio?
Mas como matar a mim mesma sem morrer?
 o fim é tudo que quero!

Talvez eu esteja entrando em um colapso emocional que eu mesma tenha criado, 
uma tal loucura ou estupidez que alimento porque fascina.
É possível estar presa dentro de mim entre escolhas mal feitas, 
sonhos roubados, amores inventados...
Mas eu continuo acreditando, amando, sentindo, chorando, sonhando...

                  " -Eu reconhecia de fato o mal que ele me fazia, que ele me faz , 
eu sabia do mal mas o desejava. "

Velhinha... mas ainda cabe.

Leão Ferido
Byafra

Feche os olhos
Não te quero mais
Dentro do coração
Quantas vezes eu tentei falar com você
Eu não gosto de me ver assim
Mas não tem solução
A verdade dói demais em mim
Solidão
Tenho que ser bandido
Tenho que ser cruel
Um leão ferido Feroz
Sou um herói vencido
Anjo que fere o céu
Grito de amor sumido na voz
e nós onde?

O relógio do coração



Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres,
 apesar de o calendário mostrar que ficaram por anos em nossas agendas.
Há amores não realizados que deixaram olhares de meses,
beijos e abraços não dados que até hoje esperam o desfecho.
Há trabalhos que tomaram décadas de nosso tempo na Terra,
mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.
E há casamentos que, ao olharmos para trás,
mal preenchem os feriados da folhinha.
Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje,
passados os dias difíceis, mal guardamos a lembrança de horas.
Há eventos que marcaram, e que duram para sempre:o nascimento do filho,
a morte da avó, a viagem inesquecível, o êxtase do sonho realizado.
Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra “eternidade”.
Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes,
e na maioria das viagens o tempo do percurso foi (quase) o mesmo.
Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje,
como há também o percurso que nem me lembro de ter feito,
tão feliz estava eu na ocasião.
O relógio do coração, hoje descubro,
bate em freqüência diversa daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, o das emoções que perduram
e que mostram o verdadeiro tempo da existência da gente.
Por este relógio, velhice é coisa de quem
 não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.
É olhar as rugas... e não perceber a maturidadee a experiência adquiridas.
É pensar antes naquilo que não foi feito,
ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças do que viveu.
Pense nisso...
Consulte sempre o relógio do coração!
É ele que lhe mostrará o verdadeiro tempo da vida...

Viva o Tempo do Seu Coração

e
Seja Feliz!

Sobre amar e ceder...



Quem ama tem que ceder.

Será?

Ceder é o pré-requisito número um para quem quer ter relações afetivas saudáveis, não é mesmo? Para quem apenas deseja viver em harmonia com aqueles que ama, certo? Errado. Explico o porquê.

Desde a mais tenra infância, somos levados a acreditar que só seremos amados e reconhecidos se nos comportarmos da forma esperada, adequada. Nossos pais, quando repreendem determinados comportamentos e apreciam outros, vão construindo em nós uma crença muito perigosa e nociva: a de que seremos abandonados e rejeitados se não os agradarmos. Assim, somos ensinados a agir da maneira que eles esperam e, em troca, ganhamos amor e proteção.

À medida que vamos crescendo, estendemos esse padrão a todas as nossas relações. Nós aceitamos reprimir nossa essência, nossa energia vital para corresponder às expectativas da sociedade (família, professores etc). É o que chamamos de concessão.

Somos os reis e rainhas da concessão. Atire a primeira pedra quem não foi,só para agradar, àquela festa tediosa da família do marido/mulher/namorado/namorada, visitou um parente por obrigação, ouviu aquele amigo/a pela enésima vez sobre suas lamúrias amorosas, acompanhou o cônjuge em um show de uma banda que você detesta, só para citar alguns exemplos.

Temos a ideia equivocada que nos comportamos assim porque somos bonzinhos, gentis e educados. O que custa, afinal de contas, fazer uma visitinha ou ir ao um show que detestamos? Custa. E muito! Não nos damos conta que por trás de tanta bondade está nossa necessidade de aprovação e aceitação. O outro, a quem dirigimos nossa concessão, não tem absolutamente nada a ver com nossa ‘generosidade’.

Na verdade, terminamos abrindo mão do que é essencial e vital para nós com medo de causar desarmonia e desprazer em nossas relações. Assim, passamos a fazer e dizer coisas contra a nossa natureza, minimizando ou negando nossos reais desejos. Esquecemos que a palavra “não” existe em nosso vocabulário e que ela pode e deve ser dita.

O resultado disso tudo, em vez de harmonia, são densentendimentos constantes acompanhados de uma recorrente sensação de frustração e de não apreciação: “eu faço tudo por ele/ela, mas ele/ela não reconhece”, “ele/ela é muito egoísta porque não quer ir comigo à festa”, “não acredito que ele/ela não quer ir comigo à casa da minha mãe, eu sempre faço isso por ele/ela!”.

Quando nos sentimos dessa maneira, é porque as cobranças já se incorporaram ao nosso vocabulário emocional e comportamental, pois quem faz concessão automaticamente cobra. O cobrador é aquele que pede de volta aquilo que deu contra sua vontade. E o pior: a pessoa cobrada nem tem consciência dessa ‘dívida’. Afinal, fomos nós quem aceitamos fazer o que não queríamos, não é verdade?

Concessão nada tem a ver com flexibilidade, que fique bem claro. Podemos fazer pequenas acomodações para vivermos em harmonia com as pessoas, o que está longe de irmos contra a nossa essência. Sair para comer sushi, em vez de pizza que era o que você gostaria, não é concessão quando se aprecia as duas opções.

Portanto, é fundamental que estejamos bastante atentos às concessões. Ceder às exigências de conduta da sociedade só traz prejuízos a nós mesmos e aos que nos rodeiam. Viver em harmonia e com autenticidade tem a ver com assumirmos nossas vontades e necessidades. E isso não implica na mudança do outro, mas na coragem de assumir o que verdadeiramente somos, pensamos e queremos!



*Anamaria Lima é psicóloga clínica formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Atende no espaço de tratamentos holísticos Pura Luz Yoga, utilizando como ferramentas auxilares os Florais Australianos, técnicas de respiração e da bioenergética.

A Alegria na Tristeza


O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
Martha Medeiros

Pensar é transgredir


Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.Sem ter programado, a gente pára pra pensar.Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
Lya Luft

Entusiasmo...




Existe uma fórmula para uma vida eficaz e alegre:
ter entusiasmo.

De acordo com o dicionário, entusiasmo é:
"1. Excitação da alma quando admira excessivamente.
2. Paixão viva; dedicação.
3. Exaltação criadora."
(Dicionário Melhoramentos).

Muitas vezes somos formais demais no relacionamento com as pessoas; esquecemos de que a razão de nossas vidas não é buscada de forma sistemática e sim com o entusiasmo que existe em nós. De fato, é necessário que, em tudo o que fizermos, a nossa alma tenha total excitação.

É fácil falarmos um "bom dia" para alguém, mas não para realmente desejar um bom dia. Esse tipo de comunicação parece sugerir mais uma maneira vaga da linguagem em chamar atenção de alguém de forma educada, planejada, sistemática e, no entanto, limitada na convivência. O que dirá, então, de outras expressões, até mais usadas no nosso dia-a-dia, como: "Você está bem?"; "Como vai você?" , "Boa sorte!"

Às vezes também nos deparamos com situações em que, embora expressemos algo com entusiasmo, há aqueles que abortam essa virtude com situações formais e depreciativas. O não reconhecimento a um trabalho entusiástico, por exemplo, não seria o maior destruidor dele?

Uma vez que a "Paixão viva" , "dedicação" e "exaltação criadora" são elementos naturais de uma pessoa entusiasta, então a formalidade, cobrança e pré-julgamentos feitos a ele faz com que estes fatores abortem aquelas virtudes, e tudo fique sem excitação, e tudo fique vago e falso. Estão aí os elementos que sugerem mais uma definição para palavra "hipocrisia".

Talvez, por isso, encontremos a resposta para a existência das muitas atitudes passivas em nosso meio: falta de entusiasmo!

Não há poder criador, desejo de viver, sentimentalismo, eficiência e alegria na pessoa que viver apenas analítica e formalmente. Aliás, isso é viver?!

Não, viver é valorizar com emoção, excitação e paixão cada coisa que faça ou façam por você; é necessário que sejamos um admirador fervoroso e ainda causar admiração por isso.

Estão aí os elementos que definem a palavra "alegria" que nos dará o direito de realmente viver, e viver com vontade!!

Wallas C. Souza.


Apenas te vivia
(de Kau Mascarenhas)

Olho para trás dos calcanhares,
E vejo passos que não são os meus.
Fiz caminhos que para mim escolheste,
Na ânsia de aceitar os nortes teus.
Eu te dei a força com que te abasteceste,
Enquanto minha alma doída se enfraquecia.
Ouço os rumores dos muitos mares,
Pelos quais transitaste com bravura.
Não as ondas com que meu eu sonhava,
Tampouco ecos das montanhas
Que me desafiavam com sua altura.
Só as lutas em que tua coragem aparecia…
Sinto não ter voado em meus próprios ares
Faltou em mim vontade, coragem, decisão.
Porque eu passando pelo mundo sem deixar marcas,
Firmaste as tuas pegadas em meu chão.
Fiz assim minhas passadas bem mais fracas.
E não me mostrando ao mundo, apenas te vivia…


Ah, ser mulher...


Você já olhou, verdadeiramente, para sua essência feminina?
Quem é você como mulher?
Que crenças alimentam seus pensamentos e sentimentos?
Nos seus relacionamentos? Está difícil encontrar alguém com quem, de verdade, compartilhar?
E no trabalho? Como é sua postura, é dura demais, é insegura? Você está certa de que é um sucesso? Um fracasso?
E como mãe? Filha…? Com que qualidade e como tem se dedicado ao seu feminino, à mulher que habita dentro de você?
Para responder a essas e outras perguntas aprendi que é preciso se olhar com honestidade e imparcialidade. Aprendi que para olhar para dentro de mim mesma é preciso fechar nossos olhos e “sentir”…
No início, é como mergulhar num local meio obscuro, é estranho. Não há como se compreender de imediato. É preciso se permitir. Sem amarras, sem julgamentos, sem barreiras.
É um caminho de abertura para perceber que nosso hoje é construído por uma extensão de passados e que podemos nos libertar das experiências negativas. Que apenas “estamos” assim e podemos mudar, melhorar, ampliar, conquistar… Pois a essência de quem “somos”, esta sempre permanece, basta a nós dar-lhe espaço de manifestação. Limpando nossas lentes para receber a luz do presente.
No feminino reside a força da criação, do acolhimento, do olhar holístico, da suavidade, da multiplicidade de ações… é nosso, é intrínseco.
A questão é que se ficarmos na disputa – homem e mulher –, haverá sempre um ganhador e um perdedor.
Quando aprendemos a nos apropriar de nosso poder feminino, que é nosso por direito, é legítimo, nós simplesmente “somos”.
Somos amor por nós e não vivemos com a sensação de que o outro tem obrigação de nos fazer feliz.
Primeiro somos e preenchemos dentro de nós: atenção, carinho, amor, felicidade, realização, reconhecimento, sucesso, maternidade… mulher.
Antes de estar, eu preciso “ser”. Preciso estar coerente com o sentimento dentro de mim.
Não é o externo que me preenche. Sou eu que transbordo!
Quando temos essa consciência paramos de cobrar e esperar do outro aquilo que nem lhes é natural.Não significa que o masculino não possa ter suavidade, romantismo, acolhimento…
É assim, com a naturalidade do autocuidado, do olhar para todas essas qualidades do feminino, que vou aceitando cada vez mais a beleza que reside em mim e ela é ma-ra-vi-lho-sa!
Torno-me mais segura, firme e delicada.
Mais livre e plena.
Mais feliz nas minhas realizações, no meu compartilhar.
Mas leve e criativa.
Mais alegre.
Mais mulher!!
Vale a pena… experiencie e se delicie com suas descobertas!

Se eu fosse outra...


Que as mulheres adoram inventar moda todo mundo sabe.
O que nem todos percebem é a nossa imensa capacidade de nos reinventarmos.
Afinal, o que é isso?
Em primeiro lugar, parar de dizer: “Eu sou assim e pronto”.
Pois as mulheres não param jamais de se aprontar.
Mas, para arriscar tantas transformações, precisamos de inspiração.
O que, claro, não nos falta.
Um filme nos faz querer ser igual à atriz – sexy, passionária, criadora; um livro nos leva a pensar que o amor é a coisa mais importante do mundo; outro, exatamente o oposto: que o ser humano deve almejar a liberdade, correr o mundo atrás de emocionantes aventuras, para isso nascemos.
Seja qual for o caminho seguido, um dia você vai acordar pensando em como seria sua vida se tivesse feito tudo ao contrário. 
Para mim, numa tarde chuvosa, é tentador imaginar se eu teria sido mais feliz se tivesse feito faculdade mais cedo, casado com um milionário ou aberto um restaurante japonês.
Só que nunca vou ter a resposta, e é nessa hora que vem a vontade de me reinventar.
Quando isso acontecer com você, antes de colocar seu apartamento à venda, faça uma boa arrumação na casa.
Fora com todos aqueles potinhos de creme jamais abertos, os hidratantes comprados na penúltima reinvenção, os nécessaires ganhos das companhias de aviação – escova, pasta, máscara e uma calçadeira que jamais será usada.
Depois, à cozinha.
Adeus às panelas enormes do tempo de outra reinvenção, quando achou que ia dar muitos jantares e até andou tomando aulas de culinária.
Os montes de pratos, o faqueiro para 24 pessoas, os copos para uísque, as taças de vinho, as flûtes de champanhe e os modelos especiais, comprados em Nova York, para dry martini (só dois), todos serão embalados para dar aos filhos – se eles quiserem, o que, aliás, não é garantido.
E aí finalmente passamos ao mais difícil: as roupas e os acessórios.
Cada um é símbolo de uma fase: dos mocassins de couro natural às sandálias de strass salto 10; de um chanel básico a um vestido bordado decotadíssimo, cada peça corresponde a uma de suas personas.

Acabo ficando com tudo (e o armário crescendo).
Mas qual mulher de juízo se desfaz das peças que foram testemunhas de seus momentos marcantes? E se a moda voltar?
Não, dos vestidos não me desfaço por nada.
Então, no lugar de ficar eternamente tentando se encontrar, seja feliz sabendo que dentro de você existem todas as mulheres do mundo.
Não é melhor do que ser uma só?
Na vida, sempre surgem oportunidades de mudança, e aí temos de fazer algumas escolhas.
Como se diz no Sul, quando o cavalo passar na sua porta, é preciso montá-lo para nunca pensar que teve a chance mas não viu porque estava distraída.
Ficamos como estamos ou tentamos mais uma vez virar tudo pelo avesso?
Esse é o problema, mas quem nasce com um coração aventureiro pode trocar de casa, de marido, de cidade, de país sem nunca encontrar a tal da paz.
E vai passar a vida inventando e se reinventando, o que também é uma maneira de viver bem interessante 



Danuza Leão 

Miss Imperfeita


‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si..
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica  muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’

Martha Medeiros – Jornalista e escritora

Inveja ?!?!

Inveja :s. f.
1. Desgosto pelo bem alheio.
2. Desejo de possuir o que outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor).
não ter inveja a: não ser somenos; não ficar atrás de.
invejar –
v. tr.
1. Ter inveja de.
2. Olhar com inveja.
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Agora acho que já dá para começar o post .
Se vc assim como eu é uma pessoa que tem um blog, uma página no orkut , uma no facebook , outra no twitter  , tem tremedeira e síndrome de abstinência enquanto não acessa seu e-mail  para conferir as mensagens recebidas , não passa um dia sem ligar o computador e dar nem que for de leve , uma navegadinha , tenho certeza que você vai me entender  e talvez me ajudar a responder algumas perguntas .

A vida virtual  é sempre muito glamurosa  todo mundo só posta o que  de melhor tem na vida , todo mundo é inteligente , feliz , tem amigos lindos , apoiam as causas mais  nobres , conhecem os melhores lugares , estão sempre  muito bem resolvidos e de bem com a vida .
Mais beleza , de certa forma eu  vejo isso de forma positiva , pois quem quer saber de desgraça ? 
Se for para chorar eu assito o telejornal né não?
Nesse mundo fake , sabe o que mais me irrita ?
A falta de maturidade das pessoas . Sério .
Por que todo mundo ¨se acha¨ o ultimo Tostines do pacote ?
Fulano posta 50 milhoes de fotos no orkut , adiciona até o vira-lata da esquina , (por livre e espontanêa vontade)  e depois fica reclamando da vida ,  e dizendo que  todos estão com INVEJA  DELE (oi ???)
Parece que essa palavra virou um mantra , tudo se explica  por ela .
-Não passou no concurso porque  fulano teve inveja.
-O filho se resfriou porque colocaram olho gordo .
- O marido perdeu o emprego porque todo mundo é invejoso… 
Ah…. vai pro inferno !!!!
Será que é tão difícil crescer e assumir suas  incapacidades ?
Por que  hoje em dia as pessoas se acham tão especiais a ponto de serem TÃO invejadas . 
Se enxega !
Se acredita tanto nas forças do mal por que se expõe tanto ?
Eu acredito que existem sim pessoas invejosas e energias negativas  , mais ó ….  se eu realmente achar que alguma das  amigas que eu  adiciono  nos meu contatos pela NET   esta me incomodando com  essas tais energias , é simples deleto a infeliz e pronto , agora ficar a todo instante  repetindo  ¨o mundo me inveja¨ , sinceramente  irrita .
Se você  tem esse problema , eu indico :
Uma boa dose de realismo e maturidade no café da manhã diariamente  não vai lhe fazer mal algum .
Pronto falei .