As únicas que me conseguem tocar.
Uma gostosa caneca de chocolate quente, o açúcar no fundo xícara, o velhote do quiosque que todos os dias me cumprimentamesmo sem saber o meu nome.
São essas as coisas que me obrigam a continuar.
Uma música que não consigo deixar de ouvir, uma frase no fim de um livro que me torna sempre à lembrança mesmo que faça por esquecê-la.
São as coisas mais simples aquelas que não consigo apagar.
As mensagens no celularl a que retorno de quando em quando para me assegurar de que ainda existo, que os outros não dão por mim mas que afinal ainda existo, que pelo menos o meu número permanece memorizado nas agendas de alguns que se lembram na véspera de natal ou numa outra data qualquer (como hoje).
Os ditongos aparvalhados que rabisco num caderninho, para me iludir de que ainda há esperança, de que melhores dias virão e as feridas sararão com o tempo.
As cicatrizes desalinhadas espalhadas pelos membros num capricho de pintor, as memórias de que se faz a vida e o esquecimento a que se votam.
São essas as coisas que me fazem parar.
Que me fazem escutar.
São as coisas mais simples aquelas que me ajudam a viver.
Carinhos sempre…
Nen@


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