Alívio...
Nunca imaginei ( e até mesmo esconjurei ) que poderia achar essas horas de reencontro comigo uma boa terapia.
Quase tão libertador quanto dançar ou chorar, as horas em quem escrevo sobre as coisas da minha alma (falando de dores e perplexidades, encarando o espelho que me faz olhar para dentro de mim, buscando a ponta do fio do novelo) podem fazer fazer tudo desmoronar ou me mostar que não fugir pode me dar consciência e sentido.
Aprendo a fazer uma faxina na alma, remoendo coisas aparentemente simples mas que podem ser muito dolorosas.
Botar fora essa carga emocional negativa traz grande alívio!
Absolver-me, numa reconciliação comigo mesma ao constatar que, naqueles momentos, eu fiz o melhor que podia.
Absolver também os que me causaram algum mal, subordinando minhas capacidades ou desejos a seus próprios interesses…
Assim posso largar pelo caminho os pequenos cadáveres que ainda povoam os meus medos.
Daí, posso reformular meus planos, tentando saber o que quero pra mim, me enxergando de verdade ao ficar quieta, deitada, pensando… de bobeira… examinando o baú das minhas propriedades e fazendo a arrumação que quiser ou puder…
Aliviar a vida, o coração e o pensamento…
Para ser inteira não preciso me defender erguendo barreiras à minha volta: às vezes, só me fragmentando e dilacerando de dor, perplexidade e até de amor, terei chance de juntar meus pedaços e me reconstruir mais inteira.
Levei 40 anos para me encontrar como pessoa e talvez leve mais 40 para achar que entendo todos os significados disso…
Carinhos sempre…
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