Ciclos...

De tempos em tempos, ao mudar de data no calendário, tenho a impressão que preciso fazer algo novo, preciso fazer planos para os novos tempos que chegam...
Realmente estou vivendo algumas transições muito importantes.
E todas essas mudanças (mesmo as mais dolorosas) não estariam chegando simplesmente para o meu próprio bem?
Eu, sinceramente, veja a coisa dessa forma.
Compreendo que nenhuma mudança se faz sem uma grande bagunça, um enorme transtorno.
Se vocês já mudaram de casa sabem o transtorno que isso ocasiona!
Uma vez, durante o transporte de uma de uma dessas mudanças, um amigo disse:"deveriamos nos mudar ao menos uma vez ao ano" ao qeu eu imediatamente pensei:"deus me livre… já imaginou carregar tudo isso tantas vezes?" e ele sabiamente completou: "pois é… se nos mudássemos sempre, não carregaríamos tantas coisas desnecessárias!"
Grande lição !! Pena q demorei a aprender que o fardo maior não são as coisas materiais que transportamos a cada mudança, mas sim com as "coisas inúteis" (sentimentos, idéias, paradigmas) que insistimos em carregar vida afora…
Mas além da apreensão sobre como desapegar-se de tudo que deve ficar, existe o medo de não gostar do ambiente novo, de não encontrar um bom espaço para todas as coisas que possuímos; temores e tensão são causados pela incerteza e, enfim, porque ninguém gosta de se mudar a menos que saibamos com certeza o que nos espera no outro lugar.
Ou seja, a ansiedade e o mal-estar são gerados pela transformação que sofremos em nosso dia-a-dia, mesmo se a mudança for desejada.
A mudança somente será bem sucedida se mudarmos a maneira de pensar e agir…
Então, como faço sempre em situações assim, começo minha limpeza pelas coisas… e elas gradativamente vão me levando aos sentimentos a elas relacionados… num processo lento, vou pouco a pouco me desfazendo de tudo aquilo que não preciso ou não desejo mais.
Deixar seguir… desapegar-me…
Nem sempre é fácil, mas ao final sempre me faz sentir mais leve pra seguir rumo ao novo ciclo que se inicia!
Experimente vc tb !!
Carinhos sempre…
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