Movimento...

Passar de vítima a autora de mim mesma é um bom movimento.

   Muitas vezes ainda tenho medo… ainda me "paralizo" diante de lembranças ocultas… e frequentemente me engano.

   Todos os meus pequenos dramas humanos ainda me acompanham, e provavelmente me acompanharão para sempre, porque fazem parte da minha história.

   Sendo contraditória, sou hesitação e medo, com audácia e fervor.  Busco para minha vida a compleitude através daquilo que mais temo… o que pode vir a ser a minha anistia ou a minha aniquilação.

   E mesmo quando sou obrigada a usar disfarces, no centro de mim mesma ressoa a definição que quero dar a mim mesma: CORAGEM.

   O fatídico medo da "opinião alheia" ainda me restringe um pouco, mas escrever e tornar isso público talvez seja um dos últimos exorcismos desse demônio que em mim espreita, lá do seu recanto escuro… ainda assim, curto muito estar comigo mesma e me reinventar sempre.

   Mesmo com todos os meus erros, falhas e manias, aprecio laços e afetos, e me fortalece essa sensação de que, afinal, aqueles a quem amo e que também me amam verdadeiramente, mesmo que não me compreendam e às vezes nem aprovem, me respeitarão como sou – ou, como consigo ser.

 

 Carinhos sempre…

Nen@

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