Coincidências...

Eu sempre disse que as coincidências não existem.
Cansei de falar e falar que as coisas só acontecem quando tem que acontecer e nada é de graça na vida da gente.
Acredito, também, que quando uma coisa, dita ruim, acontece na nossa vida, tem como propósito nos ensinar algo de bom, muito bom.
Ou seja, o “ruim”, serve para nosso engrandecimento.
Só que um dia, Poliana apareceu com um livro “O acaso não existe.
Tudo tem uma razão de der” (Mira Kirshenbaum).
Putz… eu podia ter escrito este livro. É a minha cara!
Quando peguei emprestado para ler, a impressão que tinha, a cada página, era de que eu já tinha lido aquilo em algum lugar, mesmo em minha própria mente.
Acho que se as pessoas entendessem o que digo, o que li e o que muitos já descobriram, sofreriam menos.
Aí você diz… ah, Nena é muito fácil falar quando não se pega aids do namorado ou não se está com câncer terminal.
Mas este é o “X” da questão.
O que você aprendeu com este “mal” que sofreu?
Aprendeu que a vida não é para sempre, que ninguém é melhor que ninguém, que tem amigos de verdade, que devia ser mais cuidadosa nos relacionamentos, ouvir mais família e amigos, que nem todo mal é mal… etc
Já ouvi histórias de pessoas que, depois de um grande mal, entenderam a mensagem .
Há muitos e muitos anos, quando era menina ainda (põe tempo nisso) eu li dois livros, cujos ensinamentos me seguem até hoje.
Os livros eram “Poliana” e “Poliana Moça”.
Era o que havia na época e acho que toda menina devia ler.
Pois bem, desde que os li fiquei com a “síndrome do contente” e gosto tanto dela.
É aquela coisa de ver um sentido bom em tudo de ruim que acontece com a gente.
Tem uma amiga minha que fica louca com essa mania que tenho. Rsrsrsrsrs.
Hoje vejo que os livros de Poliana traziam apenas a essência do que leio hoje em “O acaso não existe”, por que, quando buscava o bom do ruim, aprendia com isso.
Quando chovia e não podia sair, achava bom por que podia ficar em casa vendo a chuva cair e ficar bem enroladinha me aquecendo.
Quando adoecia era uma oportunidade de ficar em casa lendo um bom livro e quando acabava um namoro, era bom por que de repente aquela não era a pessoa certa… e assim por diante… era um verdadeiro saco para os que não entendiam meu novo modo de pensar!
Mas não era, nem é, fácil como parece.
Era um verdadeiro exercício descobrir uma coisa boa dentro dos problemas que aconteciam
Com o tempo, porém, fui tirando de letra e se transformou em um excelente exercício mental.
Acho que por isso hoje não tenho dificuldade em entender que o acaso realmente não existe e que as coisas acontecem quando tem que acontecer em nossas vidas.
Tenho certeza que esta brincadeira que aprendi no livro tem tudo a ver com o que tento explicar agora.
Entendo que, quando não andamos bem, recebemos recados em forma de situações novas e se não entendemos o recado, ela, a nova situação, volta a acontecer de outra forma e de outra e outra, até…
Sabe aquelas pessoas que vivem reclamando por que em suas vidas tudo dá errado o tempo todo,que nada vai em frente, parece ter uma nuvenzinha negra sobre a cabeça, pois é… acho que ela ainda não entendeu o recado, mas quando entender, tudo vai mudar e a nuvenzinha vai ficar branquinha.
Basta parar, refletir e ver o que está fazendo de errado, onde está focando sua atenção.
Um pouquinho de paciência e boa vontade bastam, para que aprendamos com as dificuldades e elas deixem de acontecer, afinal de contas, o acaso não existe!
Carinhos sempre…
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